Lá no alto
(de onde me mira)
talvez seja frio,
talvez haja dragões.
O ar mais rarefeito,
talvez.
De tão remoto
não sei
se é alegre
ao sorrir.
Mas não ouso
ir tão longe.
Não sei como subir.
Poderia até
convidá-lo pra descer
(também há vida
aqui embaixo).
Mas acontece que
nem sei
se respiramos
o mesmo ar!
Não me atrevo,
sequer,
a tentar responder.
Prefiro vê-lo sorrir,
distante.
Sem conflitos,
me deixo ficar.
domingo, 7 de julho de 2013
quinta-feira, 4 de julho de 2013
VIAGEM
Quando a noite
não pode ser
mais negra,
e o céu desaba
sobre a minha cabeça,
as estrelas são agulhas
querendo curar.
Quando os gatos
não podem ter
olhos tão grandes,
e me olham
do lado de fora.
Trepados no carro,
querendo pular.
É nessa hora
que a viagem
se faz amorfa
e esmaga o consciente.
Massa de modelar.
E a massa cinzenta
vira arco-íris,
o céu não é o limite,
a matéria
não ousa moldar.
não pode ser
mais negra,
e o céu desaba
sobre a minha cabeça,
as estrelas são agulhas
querendo curar.
Quando os gatos
não podem ter
olhos tão grandes,
e me olham
do lado de fora.
Trepados no carro,
querendo pular.
É nessa hora
que a viagem
se faz amorfa
e esmaga o consciente.
Massa de modelar.
E a massa cinzenta
vira arco-íris,
o céu não é o limite,
a matéria
não ousa moldar.
domingo, 19 de maio de 2013
BONECOS DE REPETIÇÃO
Educação precária
gera sujeitos rasos,
erros crassos,
bonecos de repetição.
Aceitar a imposição
não se exige,
mas a bolha
também não cinde.
Transparente,
não é de sabão.
Ditadura
da aceitação.
Obediência burra.
Só não há verdade!
Pura realidade,
dura constatação.
gera sujeitos rasos,
erros crassos,
bonecos de repetição.
Aceitar a imposição
não se exige,
mas a bolha
também não cinde.
Transparente,
não é de sabão.
Ditadura
da aceitação.
Obediência burra.
Só não há verdade!
Pura realidade,
dura constatação.
REAÇÃO
Como bocejo
que contagia
ou canto
de bem-te-vi.
Como a noite
depois do dia
ou eco
a repetir.
Basta abrir
aqui uma porta
e logo outra
irá se abrir.
Como clichê
mais antigo,
entendimento
multicultural.
Maniqueísmo
mesquinho.
Mordida
na fruta
do pecado original.
Chuva
de coisas que voltam.
Bumerangue sentimental.
que contagia
ou canto
de bem-te-vi.
Como a noite
depois do dia
ou eco
a repetir.
Basta abrir
aqui uma porta
e logo outra
irá se abrir.
Como clichê
mais antigo,
entendimento
multicultural.
Maniqueísmo
mesquinho.
Mordida
na fruta
do pecado original.
Chuva
de coisas que voltam.
Bumerangue sentimental.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
MUST GO ON
Este frevo
me cala a alma
e, colorido
com sombrinhas,
me incita a dançar.
O baile
me quer sublimar.
Mas meu ritmo
é silêncio.
Não falo
o que penso.
Não lembro
dos fardos.
Mesmo sendo
o encanto
passageiro,
o show
tem que continuar.
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