Desce do castelo
para dar bom dia
a este mundo desalmado.
Povoado
de assombração.
Veste a coroa
da sorte
pra não ser
contrariada.
Respira
contradição.
Neste faz de contas -
que é sua vida -
vale muito mais
um só suspiro
que muita realização.
Princesa
perdida
no castelo
de cartas
basta um sopro
pra que fique
sem chão.
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
AFASIA
Sufocada
na afasia
de sentimentos
calados
é tomada
pelo ímpeto
de gritar.
E mergulhar
na dúvida
de cabeça
com a confiança
íntima
de quem sabe
nadar.
É preciso
não se afogar
neste mar
de nuvens.
Correr devagar.
Faz parte do jogo
social
calar-se
pra reverberar.
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
PÉS DESCALÇOS
Passeio nas texturas
dos lugares
que pisei.
Pés descalços
e clementes
tateiam no escuro
da imensidão.
Ladeiras e pedras
de santas esquinas
serenam meu destino
ávido por ação.
Sou capaz de unir
todas as cidades
em todas as idades.
De invadir os mundos
com os passos
fundos
do meu baião.
dos lugares
que pisei.
Pés descalços
e clementes
tateiam no escuro
da imensidão.
Ladeiras e pedras
de santas esquinas
serenam meu destino
ávido por ação.
Sou capaz de unir
todas as cidades
em todas as idades.
De invadir os mundos
com os passos
fundos
do meu baião.
TODOS OS BAIANOS
Todos os baianos,
ciganos,
sambam no terreiro
de sonhos audazes.
Enraizados
sem lares.
Donos
de um fundamento
maior que o mar.
Todos os baianos,
ciganos fugazes,
cantam quando falam,
me chamam pra dançar.
sábado, 19 de setembro de 2015
BAGUNÇA
Quando contente
intuitivamente
arruma a casa.
Não pode
receber
a felicidade
na bagunça?!
Mas que ideia.
intuitivamente
arruma a casa.
Não pode
receber
a felicidade
na bagunça?!
Mas que ideia.
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